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Movimento pede o fim da escala 6x1 pela qualidade de vida e trabalho digno

lobaoprojeto
6 de mai. de 2024
2 min de leitura

Debate do Movimento Vida Além do Trabalho sobre o fim da escala 6x1 voltou a ganhar força no mês de maio


Por Vítor Ventura

Editado por Thamiris Feitosa

Foto: Davi Pinheiro / Divulgação.


A modernidade, fruto das revoluções industriais na Europa, trouxe a ideia de que o trabalho dignifica as pessoas, ainda que elas fossem obrigadas a trabalhar em condições degradantes, sob jornadas exaustivas e sem qualquer tipo de proteção.


A história nos mostra que direitos para garantir um ambiente de trabalho digno nunca foram simplesmente dados aos trabalhadores. O dia 1° de maio, por exemplo, foi instituído como o dia do trabalhador e da trabalhadora por causa da luta dessa classe. Nessa data em 1886, trabalhadores de Chicago, nos Estados Unidos, entraram em greve reivindicando a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas.


Séculos à frente, a classe trabalhadora conseguiu conquistar alguns direitos pelos quais tanto batalharam, mas a luta ainda continua. No mês de maio de 2024, um debate voltou a ganhar força na internet: o fim da escala 6x1 no Brasil. O pedido é feito pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e começou no ano passado, no TikTok. Rick Azevedo, idealizador do movimento, pede o fim da escala 6x1 e a implementação da escala 4x3, que já está sendo testada em diversos países.


O VAT coloca luz em uma questão tão importante quanto a saúde física dos trabalhadores: a saúde mental. Em redes sociais como X/Twitter e TikTok, pessoas desabafam sobre como a escala 6x1 afetava consideravelmente a qualidade de vida, principalmente porque nessa escala não há vida além do trabalho. De acordo com uma estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), trabalhar mais de 40 horas semanais frequentemente pode gerar problemas fatais.


“Não é que a gente não quer trabalhar, a gente só quer ter uma vida além do trabalho, e a geração passada foi ensinada a anular a sua vida para uma escala escravagista, que tira a dignidade do trabalhador brasileiro”, é o que pedem Rick Azevedo e mais de 950 mil pessoas que assinaram a petição pública do VAT.


Movimentos como esse mostram não só a importância da organização dos trabalhadores para reivindicar melhorias, mas também o impacto que a internet e, principalmente, as redes sociais podem exercer na luta por direitos.

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