Racismo não é brincadeira
Indígenas lutam pelo direito de existir
Por: André Augusto Ramos
O racismo é uma palavra tão pesada, com um significado ainda pior. De acordo com o Dicionário de Oxford o Racismo significa preconceito, discriminação ou antagonismo por parte de um indivíduo, comunidade ou instituição contra pessoas pelo fato de pertencer a um determinado grupo racial ou étnico, tipicamente marginalizado ou uma minoria. Mas quando que isso se aplica no quesito das violências contra os povos indígenas?
Os indígenas de várias etnias espalhados pelo Brasil pedem respeito. Assim como as pessoas pretas, amarelas, marrons e de todas as outras etnias que constantemente sofrem com o descaso social e com o racismo social.
Em pesquisas chegamos ao termo racismo estrutural. O racismo estrutural consiste em padrões institucionalizados e práticas internalizadas dentro da sociedade que discriminam e marginalizam grupos raciais específicos. As etnias indígenas são inúmeras, nesse país tão grande territorialmente e culturalmente falando. O Brasil, nesses últimos anos tem visto nítido e claro a luta dos povos indígenas por suas terras, por respeito, e pelo direito de ali estar. Assim como a Deputada Erika Hilton é um símbolo para a comunidade LGBTQIP+, a deputada Célia Xakriabá é de grande importância para os indígenas, pois ter alguém que lute por eles é de suma importância.
Para a jornalista, cineasta, nordestina e indígena da etnia Karirí, Iasmin Soares, contou em entrevista exclusiva como é ser uma pessoa indígena urbana (pessoas indígenas que não vivem em aldeias, e sim em cidades). Ela fala que dizer que está ajudando, o povo, e na verdade não está, não adianta de nada: “Postar algo nos Stories do Instagram, de apoio a causa indígenas, mas na verdade não fazer nada para ajudar, não é ajudar de fato, é apenas marketing para si próprio”.
O racismo vivido todos os dias por pessoas étnicas e fenóticamente diferentes é algo desumano, e inconstitucional. Vai em contra mão com o Art.5 da Constituição Federativa de 1988 que determina “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”.
Anos se passaram e ainda ocorrem situações hediondas contra os povos originários no nosso país, tudo que eles pedem é respeito e para viverem suas vidas tranquilamente. Mas como isso pode ser possível se as grandes fabricas e empresas, querem acabar com as terras que são deles por direito?
A Lei nº 14.532, de 11 de janeiro de 2023, no primeiro artigo diz que “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional¨. Com base nisto, conclui-se que todos tem direito, e os indígenas não vão parar de lutar pelo futuro, e por suas terras, e por estarem aqui.




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