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Decisão do TJDFT revoga proibição de rodeio no Parque da Cidade

lobaoprojeto
15 de abr. de 2024
2 min de leitura

Debate entre tradição cultural e bem-estar animal continua

Por Daniel Xavier


O Brasília Rodeio Festival, que havia sido proibido de utilizar animais para exposição e competição no Parque da Cidade, teve sua proibição revogada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em uma decisão controversa que ressaltou a lei que reconhece o rodeio como manifestação cultural nacional.


Foto: Érico Andrade/g1

O Brasília Rodeio Festival, que havia sido proibido de utilizar animais para exposição e competição no Parque da Cidade, teve sua proibição revogada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em uma decisão controversa que ressaltou a lei que reconhece o rodeio como manifestação cultural nacional.

 

Na decisão que autoriza as práticas do rodeio, o desembargador José Firmo Reis Soub ressaltou a lei que reconhece o rodeio, a vaquejada e o laço como manifestações culturais nacionais, elevando essas atividades à condição de bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro.

 

O evento, ocorrido entre os dias 4 e 7 de abril, foi alvo de uma ação civil pública movida pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, em parceria com as ONGs Adoção São Francisco, Anna e Proanima. O juiz Carlos Maroja destacou que rodeios e vaquejadas são condutas de crueldade desnecessária contra animais, expondo-os à exaustão e ataques físicos.

 

Nos rodeios, os competidores enfrentam uma série de desafios, incluindo montaria em touros e cavalos, laços de bezerros e corridas de barril. A prática do esporte traz para seus eventos multidões que ficam na torcida pelos seus vaqueiros favoritos.

 

A revogação da proibição pelo TJDFT levanta questões sobre a interseção entre tradição cultural e bem-estar animal.

 

Os argumentos a favor dos rodeios incluem sua consideração como manifestação cultural, sua contribuição para a geração de empregos e economia local, e a preservação das tradições do campo.

 

Enquanto a defesa do evento assegura a conformidade com padrões éticos e legais de bem-estar, críticos apontam para a crueldade, questionando também a origem importada dessa prática, defendendo a supremacia dos valores constitucionais que vedam maus tratos a animais.


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