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A Era da Nostalgia no Cinema

lobaoprojeto
11 de mar. de 2024
2 min de leitura

Atualizado: 15 de abr. de 2024

Por Lucas Melise

Nos últimos anos o cinema tem passado por diversas transformações, que vão de novas maneiras de contar histórias até abordagens visuais alternativas, dentre essas revoluções está a inclusão de um fator chave utilizado para aumentar as arrecadações das bilheterias e proporcionar experiências mais satisfatórias: A nostalgia.



Recentemente, ao ir ao cinema o público tem se deparado com diversas obras que evocam o passado das mais diversas formas, seja trazendo personagens marcantes de outras épocas, através de reboots/remakes, referências etc.


Investir em uma experiência mais nostálgica tem se mostrado uma estratégia eficaz, principalmente no âmbito comercial, já que filmes como Homem Aranha: Sem Volta Pra Casa (2021), que trouxe de volta as versões do teioso de Tobey Maguire e Andrew Garfield, Top Gun: Maverick (2022), com um resgate à estética oitentista, e Barbie (2023), com um apelo à infância, foram as maiores bilheterias de seus respectivos anos, segundo o Comscore, sendo todas essas acima de US$ 1 bilhão.


De acordo com Talitha Gomes, pesquisadora de Cinema da ESPM/UFF, em entrevista à CNN Brasil, “Muita coisa se consolida nos anos 80, principalmente as mídias”, afirma. “Você tem a TV à cabo e o vídeo doméstico. Não é mais preciso ir até a sala de cinema para consumir entretenimento, o acesso a esse tipo de conteúdo ficou mais fácil”.


Além disso, segundo ela, membros do alto escalão da indústria cinematográfica tiveram a segunda metade do século 20 como uma época marcante em suas vidas e acabam imprimindo sua própria nostalgia nos filmes, bem como aprovando projetos que sigam esse padrão.


Mas essa fórmula acaba gerando o questionamento de que talvez essa inserção de elementos nostálgicos sejam apenas um reflexo da carência de ideias novas.


Segundo Marcos Vale documentarista audiovisual e ex-coordenador e professor do curso de Rádio, TV e Internet da Faculdade Cásper Líbero, em entrevista à Revista Esquinas, ele afirma que a escolha por remeter ao passado é mais segura, porém pode levar o espectador à exaustão.


“A dicotomia acontece muito na indústria: ao mesmo tempo em que ela quer apostar no seguro (uma coisa é imitada ou continuada até a exaustão), há a impressão de que chega uma hora que o público cansa. Ele quer uma novidade e pensa: “‘por que eu vou assistir o mesmo tantas vezes?” diz o professor.

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