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A barreira do etarismo na moda

lobaoprojeto
1 de abr. de 2024
2 min de leitura

Por Amanda Paupitz


Na Semana de Moda de Paris 2024, a grife francesa Balmain, trouxe modelos maduras para suas passarelas no desfile de sua nova coleção de inverno. O diretor criativo da marca, Olivier Rousteing, quis apresentar peças funcionais e ao mesmo tempo, maximalistas e coloridas. Esse foi mais um movimento importante para passarelas mais inclusivas e trouxe o etarismo no mercado da moda em discussão.



O etarismo é o termo usado para descrever o preconceito contra pessoas mais velhas. Com as mulheres, acontece principalmente em indústrias como a de publicidade, marketing e moda, onde a idade muitas vezes é um fator importante. Em 2020, Carolina Herrera, grande nome na moda, disse: “Apenas mulheres sem classe mantêm os cabelos longos após os 40 anos”. A declaração causou alvoroço na internet.


Em uma sociedade onde os padrões de beleza estão cada dia mais inacessíveis, essa iniciativa feita pela Balmain foi mais uma das várias que têm sido feitas nos últimos quatro anos. As marcas começaram a pensar em uma indústria mais ampla com um mercado consumidor para o público 50+. Essas pessoas possuem maior poder aquisitivo, mas ainda são muito negligenciadas, pois muitas dessas marcas ainda pensam em consumidores mais jovens.


Porém, cada vez mais as pessoas têm tido consciência que a moda transcende barreiras, inclusive a da idade. O público maior de 50 anos está cada vez mais ansioso com essa remodelação do mercado com uma moda que se adapta a cada um. Além da busca pela representatividade, é uma decisão estratégica de negócios. As grifes que entendem isso e se adaptam a esse grupo aumentam seu alcance no mercado. Também passam a ser mais valorizadas por esses consumidores, que conseguem se ver representados nas peças que compram.


Graças a essas mudanças, o padrão imposto de que as pessoas mais velhas não podem usar alguma peça de roupa, um corte de cabelo ou estar em uma posição de trabalho, como modelo, por conta da idade está mudando.  As pessoas começam a entendender que as passarelas são um lugar para todos, a moda é para todos e que é preciso se sentir confortável e representado.

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